Papel feminino no empreendedorismo formal é maior que dos homens

Quando é feita uma comparação entre homens e mulheres sobre a formalização do empreendedorismo realizado junto ao CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, as mulheres lideram esse papel. No ano de 2016, o percentual de mulheres detentora de um empreendimento com registro formalizado era de 20,3%. Já o percentual de homens empreendedores formalizados, era de 18,2% em 2016.

O número de empregadoras formalizadas junto ao CNPJ em 2016 era de 86,1%, sendo que o total de homens empregadores formalizados era de 80,2% no mesmo ano. Os dados referentes a esta pesquisa foram levantados pelo Pnad Contínua 2012-2016 – Características adicionais do mercado de trabalho, e foram divulgados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – no dia 18 de outubro de 2017.

Os dados que apontam que as mulheres buscam mais formalização junto a participação como empregadoras na economia do país, é revelado na pesquisa 2012-2016, que também apontam para um maior número de mulheres que buscaram trabalhar por conta própria e formalizadas, saltando de 1,9 milhão para 2,6 milhões. Isso representa uma alta de 700 mil mulheres formalizadas com o CNPJ. Também houve um crescimento entre as empreendedoras não formalizadas no período da pesquisa, saltando de 5,8 milhões para 6,1 milhões entre 2012-2016. Isso significa um crescimento de 300 mil mulheres empreendedoras não formalizadas no período avaliado, e o impacto disso já é sentido diretamente na economia do país.

Segundo a pesquisa, também houve um crescimento em número de ocupação nos pequenos empreendimentos em todo o país. Esses pequenos empreendimentos (de um a cinco trabalhadores) foram responsáveis por um aumento na taxa de emprego do último trimestre de 2017, sendo que as grandes empresas demonstraram queda. Segundo a pesquisadora Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, um dos fatores que levaram a esse quadro de aumento de mão de obra nos pequenos empreendimentos, foi a queda no setor industrial seguido de outros fatores.

“Nesse período onde nós observamos indústrias até mesmo de grande porte realizando dispensas de trabalhadores, aqueles empreendimentos de menor porte estavam sendo formados ou absorvendo pessoas ocupadas, no movimento contrário ao que vinha acontecendo nas grandes empresas”, diz a pesquisadora.