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Incerteza do mercado brasileiro para os próximos anos é o maior problema na opinião do presidente da Mercedes

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Phillip Schiemer, presidente nacional da Mercedes-Benz e também CEO da empresa na América Latina, declarou em uma cerimônia promovida no Insper, que se houver uma brecha do mercado de automóveis com a diminuição das alíquotas no mercado das importações, como propõe o parecer do Banco Mundial, quase todas as empresas do setor irão fechar no país.

Na opinião do presidente da Mercedes, um dos maiores problemas do setor automobilístico no país, é a imprevisibilidade do mercado para os próximos anos. Ele acredita que em um futuro próximo o país vai abrir suas portas, e depois de dois anos vai fechar novamente? Essa é a maior dúvida para as indústrias do setor automotivo no país, a ausência de uma previsão mais sólida.

De acordo com Schiemer, as empresas precisam ter uma estimativa do que vai ocorrer no mercado, dentro de um prazo de 20 ou 30 anos. Existem os períodos de investimentos e a Mercedes possui uma base mais ampliada, já que se fala para os veículos em torno de cinco a sete anos, e para os ônibus e caminhões de cerca de 15 anos. Isso significa a necessidade de uma estimativa mais concreta para o mercado brasileiro.

O executivo ainda desabafou que se o mercado brasileiro for aberto, praticamente todas as indústrias localizadas no país podem fechar as portas. Mas o problema não está na indústria, já que o presidente afirma que quando observa o funcionamento da sua fábrica, por exemplo, ele vê que tudo está funcionando de forma correta. O problema é o quanto o país está se apresentando competitivo e qual seria a melhor forma de desempenhar o trabalho aqui no Brasil.

O presidente da Mercedes diz que a indústria automobilística vai observar e atuar nesta discussão, mas ele completa que eles não acham que dentro de seis meses todo esse modelo pode ser alterado, sendo que o corte do Inovar-Auto precisa acontecer de forma mais gradativa.

Sobre esse tema, João Manoel de Pinho Mello, do Ministério da Fazenda e que atua na reforma microeconômica, tem uma opinião diferente do executivo da Mercedes. Segundo João Manoel, o governo prefere seguir com mais calma, mas a situação exige medidas mais drásticas e não existe condições de esperar um processo mais lento, já que  o Inovar-Auto  foi declarado ilegal pela Organização Mundial do Comércio.