Empreendedorismo

Flavio Maluf noticia sobre a restruturação da The Body Shop pela Natura

Depois de adquirir a The Body Shop no ano de 2017 pelo montante aproximado de US$ 1 bilhão, a Natura concretizou o seu objetivo de se tornar uma empresa de relevância global, com milhares de lojas em mais de 70 países, reporta Flavio Maluf. Mas além disso, um dos grandes desafios da marca tem sido melhorar o desempenho e a rentabilidade da The Body Shop, que andavam em baixa antes da aquisição.

 

Para isso, a Natura desenvolveu um amplo projeto de restruturação, o qual envolve várias estratégias, como reduzir o fluxo de promoções ofertadas, e ainda avaliar melhor a quantidade de lojas físicas. Para os diretores da companhia, a intensidade das liquidações era um fator que contribuía para a desvalorização da marca.

 

De acordo com o diretor da The Body Shop, David Boynton, a empresa tem sido mais eficiente em transmitir aos seus clientes o valor da marca e a qualidade dos seus produtos. Isso tem sido possível graças a uma estratégia muito bem pensada de preços, idealizada com o intuito de valorizar a marca sem diminuir o interesse dos consumidores por ela, noticia Flavio Maluf.

 

Desde a compra da companhia pela Natura, a The Body Shop também tem readequado continuamente as suas lojas. No terceiro trimestre de 2018, a empresa encerrou as atividades em 58 lojas próprias e em 22 franquias, mas apesar disso, o volume de vendas nas lojas que foram abertas há pelo menos um ano cresceram em cerca de 3% nesse período.

 

De forma resumida, esse projeto de restruturação, apresentado oficialmente no início de 2018, conta com cinco suportes principais: tornar a marca mais jovem, fortalecer as operações de varejo, melhorar a presença nas redes sociais, desenvolver a eficácia operacional e, portanto, criar uma nova face para a companhia. Com um custo milionário, reporta o empresário Flavio Maluf, esse projeto possui mais de 200 colaboradores trabalhando em regime exclusivo para colocá-lo em ação.

 

Até o momento, a resposta a esse plano de restruturação tem sido bastante positiva. O principal resultado observado foi no Ebitda da empresa, que alcançou o valor de R$ 77,4 milhões, apresentando um aumento de cerca de 140%. Desconsiderando-se os efeitos cambiais, o crescimento foi de aproximadamente 55,6% no terceiro trimestre e de mais de 170% nos três primeiros trimestres do ano.

 

A avaliação do mercado é de que a marca tem apresentado um crescimento estável. Nos três primeiros trimestres, o volume de vendas aumentou em 3,6%, com a perspectiva de crescer ainda mais quando forem acrescentados os números do quarto trimestre, geralmente o maia lucrativo do ano devido as vendas do Natal e da Black Friday, informa Flavio Maluf.

 

E para o médio prazo, os planos da empresa permanecem ambiciosos. A expectativa é de conseguir dobrar o Ebitda até o ano de 2022, alcançando o valor de R$ 135 milhões através do aumento nas vendas e de uma otimização nos custos operacionais. Assim, a margem Ebitda deverá aumentar, de 8,4% apresentado em 2016 para algo em torno de 14% no ano de 2022.