Empreendedorismo

Donata Meirelles discorre sobre a criação da escala de cores mais utilizada no mundo

Muito se tem dito sobre a escala Pantone de cores, sobretudo no segmento fashion. Nos últimos anos, é comum que uma ou mais cores sejam eleitas as que simbolizarão determinada estação do ano. Segundo Donata Meirelles, isso tem se fortalecido a cada ano, tornando-se referência para a confecção de roupas e acessórios. A história da empresa em questão não é recente, já que sua inauguração ocorreu ainda no ano de 1963.

 

 

O principal objetivo da Pantone, assim que foi criada, era ser um esquema composto por padrões de natureza gráfica voltada a profissionais de vários campos. A direção da empresa, após o ano de 2000 achou conveniente modificar suas estratégias de marketing. Na atualidade a companhia reflete as ações de reestruturação adotadas, de forma que houve a criação de diversos segmentos dentro da organização, que por sua vez, compõem a Pantone Matching System, mais conhecida somente por “PMS”.

No presente a corporação é composta pelas seguintes vertentes: Hotéis Pantone, Cores do Ano, Instituto de Cores Pantone e Cafés. O fortalecimento da marca fez com que surgisse também um mercado onde se vende produtos personalizados com temas produzidos pela organização, como por exemplo, teclados voltados a celulares e utensílios domésticos. Há também uma estreita relação entre o que é lançado pela companhia e os lançamentos de ordem cinematográfica, sobretudo aqueles que envolvem filmes voltados ao público infantil.

 

 

Donata Meirelles reporta que a companhia é considerada solidificada no mercado, dado o seu posicionamento estratégico que sua administração passou a adotar. Um outro evento teria contribuído para o sucesso da marca. No ano de 2007, a empresa foi comprada pela organização X-Rite em kma transação que envolveu a quantia de 180 milhões de dólares. Mesmo sem divulgar explicitamente sua lucratividade, estima-se que a companhia tenha crescido expressivamente desde sua venda.

 

 

A sede inicial da empresa ficava na cidade de Carltadt, localizada em Nova Jersey. Na ocasião de sua inauguração, a Pantone já era especializada na confecção dê tabelas formadas por cores. Estas, por sua vez, eram destinadas a indústrias e profissionais de segmentos médicos, bem como como cosméticos e do ramo da moda. A iniciativa da criação desses recheados partiu de Lawrence Hebert, que observou grande dificuldade pôr parte de diversos profissionais e empresas, no que se referia ao estabelecimento de uma comunicação que envolvesse denominações de cores, algo que também dificultava a indústria de forma geral.

 

 

 

 

A maior dificuldade percebida por Hebert foi em relação a algumas tonalidades que não apresentavam aspecto satisfatório ao serem reimpressas. Preocupado com tal situação, o empresário decidiu que era hora de lançar seu próprio guia de cores, no ano de 1963. Na ocasião, contudo, este era formado por dez cores. A pouca quantidade de tonalidades foi algo intencional, uma vez que era favorável que se diminuísse o número de variáveis decorrentes das formas de impressão.

 

 

Donata Meirelles pontua que, com a criação de um sistema padronizado de cores, Hebert conseguiu com que as impressões se tornassem mais precisas. Este fenômeno, conforme explica a empresária, pôde ser verificado em empresas de todo o mundo. Isso proporcionou com que as companhias conseguissem saber exatamente os tons de cor que deveriam empregar para se atingir um mesmo resultado. Desse modo, tornou-se mais fácil o fortalecimento das marcas a partir da inserção da Pantone no mercado.

 

 

A empresária esclarece que outros sistemas de cores já foram inventados em todo o mundo, mas aquele criado pela Pantone tornou-se o mais empregado, contribuindo para que este se perpetuasse no segmento. Apenas no ano de 1970, a companhia já tinha conseguido comercializar mais de 100 mil catálogos próprios. Nos dias atuais, entretanto, milhões de impressos são vendidos anualmente. Com exceção do Japão, a marca é a mais empregada em todos os países.

 

 

Para a diretora de criação do Ghater Journal, Michele Outland, as criações da Pantone funcionam como padrão para o meio industrial. A executiva alega que a escala de cores proporciona uma impressão precisa. Ela destaca que a empresa onde atua conseguiu diversas premiações em virtude da qualidade gráfica que apresenta em suas publicações. Tal feito ela também atribui à facilidade propiciada por meio dos catálogos em questão. Outland tomou a iniciativa de ir até a sede da Pantone, onde conseguiu uma sequência de tonalidades ainda mais exclusiva.

 

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