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Diagnóstico sobre os ecossistemas brasileiros demonstram potencial financeiro da preservação ambiental

De acordo com 1º Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, estudo sobre a biodiversidade do Brasil, 245 espécies da flora brasileira são utilizadas como insumos para produtos cosméticos e farmacêuticos. Além disso, 36 espécies botânicas nativas apresentam registro fitoterápico.

O estudo tem o intuito de apresentar o potencial que a preservação da biodiversidade tem sobre a economia. Uma versão resumida foi apresentada no Museu do Amanhã na cidade de Rio de Janeiro. O trabalho foi conduzido por dezenas de estudos que atuam em diferentes áreas de conhecimento e regiões do país.

Ele é baseado em uma iniciativa internacional para mapear a biodiversidade. A nossa publicação traz informações e pesquisas a respeito da cobertura vegetal, diversidade das culturas agrícolas e qualidade dos recursos hídricos.

Um dos pontos relevante diz respeito à importância da preservação para os cultivos agrícolas. Das 141 culturas analisadas no país, 85 delas depende da polinização por animais, como as abelhas. De acordo com o diagnóstico a biodiversidade e seus recursos naturais são tratados como problema, quando na verdade são a solução.

Carlos Joly, responsável pelo documento e docente da Unicamp afirma que o Brasil é um país com uma das fauna e flora mais ricas do mundo, porém possui muitas dificuldades. Para ele os maiores desafios são o mal uso da terra, degradação do meio ambiente e as mudanças climáticas.

Mapa da pobreza vegetal brasileira

O estudo também identificou que 36% da cobertura vegetal brasileira está situada em regiões de baixa concentração econômica. São áreas que deveriam ser tratadas como prioridade na conservação de espécies.

Baseado no estudo conduzido por pesquisadores da UFRJ, o mapeamento demonstra as regiões que precisam de conservação prioritária da biodiversidade. De acordo com a pesquisa, são 398 municípios que apresentam três características conjuntas: reúnem população com renda baixa, grande concentração de cobertura vegetal e grande vulnerabilidade às alterações do clima. 36% da cobertura vegetal nativa do país estão concentradas em apenas 7% das cidades brasileiras, onde reside 22% da população pobre do país.

Os biomas que mais precisam de atenção são Caatinga, Amazônia e Cerrado. O grande desafio é reduzir a pobreza e manter o ecossistema em harmonia.