A OMC decide que os incentivos dados por Washington para a Boeing foram legais

De acordo com a decisão de um grupo de apelação da OMC (Organização Mundial de Comércio), os incentivos oferecidos para a Boeing pelo estado de Washington, foram considerados legítimos, mudando relativamente uma vitória da sua concorrente  Airbus  e da UE (União Europeia), no último ano.

Essas duas grandes companhias da aviação mundial, estão travando várias disputas há vários anos, na esfera da OMC.

A última decisão foi em relação ao caso “baby Boeing”, que trata dos subsídios fiscais e outros incentivos dados pelo estado de Washington, para encorajar a fabricação do 777X da Boeing, que tem previsão para entrar no mercado em 2020.

No mês de novembro do ano passado, juízes da OMC que estavam julgando esse caso, sentenciaram que um dos incentivos dados pelo estado de Washington era ilegal, já que incentivava a utilização de materiais nacionais, e isso acarretava interferências comerciais.

Em decorrência dessa situação, os Estados Unidos foram ao auxílio da Boeing e apelaram da decisão, enquanto a UE replicou com um recurso suplementar pela Airbus, alegando que sete dos incentivos dados, transgrediram as regras da OMC, que foram adotadas pelos seus 164 integrantes.

Bruxelas combateu os incentivos em relação a redução da taxa de imposto comercial, isenções e créditos fiscais, que foram dados a companhia.

Nessa decisão, os Estados Unidos tiveram uma vitória concreta, já que ela não cabe mais nenhum recurso, declarou a OMC. O último argumento falso que a empresa Airbus e os seus governos protetores deram, foi recusada pela OMC, foi o que disse em nota, Michael Luttig, que é conselheiro-geral da Boeing, e ainda acrescentou, que esta foi uma grande e justa vitória para os Estados Unidos.

Segundo suposições anteriores feitas pela Airbus, Washington teria dado benefícios fiscais em torno de US$ 9 bilhões somente neste plano, com previsão de ser prolongado até o ano de 2040. Mas a Boeing afirma que esses números não estão corretos e que os valores não ultrapassam US$ 1 bilhão.

O método para a resolução de conflitos da OMC encarou uma nova prova, já que o escritório comercial do atual presidente americano Donald Trump, apontou que ele pode começar a desprezar, as sentenças que possam prejudicar comercialmente os Estados Unidos.